A ampliação das operações da Águas do Piauí para 36 municípios piauienses, com foco na universalização dos serviços de abastecimento e esgotamento sanitário até 2033, reacendeu o debate sobre a realidade enfrentada por cidades que convivem historicamente com a instabilidade no fornecimento de água, como é o caso de Piracuruca.
De acordo com informações divulgadas pela concessionária, a expansão faz parte do cronograma de investimentos previsto no novo modelo de saneamento do estado, que busca garantir acesso contínuo e de qualidade à água tratada, em consonância com o Marco Legal do Saneamento Básico.
No entanto, em Piracuruca, a pauta da água segue como uma das principais demandas da população. Moradores relatam interrupções frequentes no abastecimento, além de dificuldades em comunidades da zona rural e em bairros mais afastados do centro do município.
A recorrência do problema levanta questionamentos sobre quando e como os investimentos anunciados irão se refletir, de forma concreta, na vida da população piracuruquense.
Enquanto a concessionária reforçam o compromisso com a meta de universalização até 2033, a população de Piracuruca segue cobrando soluções imediatas e duradouras, que garantam o direito básico à água e reduzam os transtornos enfrentados no dia a dia.
O tema deve continuar no centro do debate público, especialmente diante da expansão anunciada e da expectativa de que municípios historicamente afetados pela irregularidade no abastecimento passem a ser priorizados nas próximas etapas do plano de investimentos.


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