O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) demonstrou preocupação com o déficit de urnas eletrônicas para as eleições deste ano no estado. Segundo o tribunal, a insuficiência de equipamentos pode levar à incorporação de sessões eleitorais, situação que aumentaria o número de eleitores por seção e poderia provocar filas maiores, atraso na votação e demora na apuração dos resultados.
Atualmente, o Piauí possui cerca de 10.600 urnas eletrônicas para aproximadamente 11.500 sessões eleitorais. Além disso, a Justiça Eleitoral precisa manter uma reserva técnica de cerca de 10% dos equipamentos para substituições em caso de falhas. O déficit estimado chega a 2.050 urnas.
O presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson, afirmou que o problema já vinha sendo discutido desde o ano passado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que a corte piauiense pediu o remanejamento de urnas de estados considerados superavitários.
“Não só o Piauí, mas alguns outros estados têm essa preocupação com a quantidade de urnas eletrônicas. O que nós sugerimos foi a redistribuição de urnas entre estados que possuem excedente, como Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Tribunais como o nosso, Maranhão e Bahia, estão abaixo da quantidade necessária”, afirmou o desembargador.
Segundo ele, a principal preocupação é evitar a aglutinação de sessões eleitorais.
“Se já é uma eleição demorada, porque são seis votos, e você coloca uma maior quantidade de eleitores por sessão, naturalmente vão aumentar as filas, o tempo de votação e também atrasar a apuração. Nós vamos fazer todo o esforço para evitar que isso aconteça”, declarou.
Prazo em agosto
O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-PI, Anderson Lima, explicou que o tribunal aguarda uma resposta do TSE sobre o pedido de reforço no número de urnas.
“Hoje no Piauí nós temos cerca de 10.600 urnas eletrônicas e aproximadamente 11.500 sessões. Parte dessas urnas ainda precisa ser destinada à reserva técnica. Então temos um dos cenários mais preocupantes do país”, ressaltou.
De acordo com o secretário, a expectativa é que o tema seja reforçado em reunião marcada para o próximo dia 25 de maio entre presidentes dos tribunais eleitorais e o TSE.
Anderson Lima informou ainda que a logística de envio das urnas para o interior do estado deve começar em agosto. Antes disso, os equipamentos passam por procedimentos de verificação e testes de funcionamento. Após o envio às zonas eleitorais, novas avaliações serão realizadas antes da preparação definitiva para o pleito de outubro.


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